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O primeiro voo de asa delta no Brasil

  • Foto do escritor: Rafael GX
    Rafael GX
  • 23 de out. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de ago. de 2020

Stephan Dunoyer foi quem trouxe a asa delta ao Brasil. Em 1974, o francês fez um voo do alto do Corcovado, tornando-se o embaixador do esporte no país


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Histórico


Os chineses, no final do século 6, construíram pipas gigantes com aerodinâmica suficiente para sustentar o peso de uma pessoa de 80 kg.

No ano de 809 d.C nasceu o árabe Abbas ibn Firnas. Atuante em várias áreas das ciências, inventou a máquina voadora medieval.

Leonardo da Vinci desenhou projetos inovadores de pipas e planadores no século XV.

Num período mais recente da história, o Alemão Otto Lilienthal fez importantes estudos sobre planadores. Ele desenvolveu um aparelho e nele realizou cerca de dois mil voos planados entre 1891 e 1896.

A primeira asa delta recreativa, com controle de pêndulo e barra de comando, surgiu em 1963 na Austrália e seu precursor foi o engenheiro John Dickenson.

Sua asa foi inspirada no projeto de Francis Rogallo, americano que trabalhava na agência espacial americana, o qual criou e patenteou uma asa flexível.


Bill Moyes, também astraliano, foi o primeiro piloto do projeto de Dickenson. As decolagens eram na água, com esqui nós pés e reboque.

Seu compatriota e amigo Bill Bennett levou a asa delta aos EUA. Em 4 de julho de 1969, Bennett começou a esquiar puxado por um barco a motor, depois se soltou e sobrevoou a Estátua da Liberdade.


Na França, país onde o voo livre teve rápida evolução na décade de 70, foi o grego Yannis Thomas quem fez o primeiro voo de asa delta. O ex aluno de Bill Moyes sobrevoou a Torre Eiffel em 1972, a partir de uma decolagem rebocada. Esse voo fez grande sucesso na imprensa e virou um filme curta metragem na época.



A decolagem do Cristo


No ano de 1974, o francês de 29 anos, da cidade de Toulouse, Stephan Dunoyer de Segonzac desembarcou no Rio de Janeiro com sua asa delta.

Stephan veio difundir seu esporte no Brasil e combinou com a TV brasileira para fazer uma exibição. A novidade até então no país trouxe o interesse da mídia pela modalidade. O local escolhido para o primeiro voo oficial foi o Pão de Açúcar. Mas como trata-se de uma área militar, seria preciso uma prévia autorização, o que não foi planejado.

Então, após algumas conversas com a emissora de TV, o novo local passou a ser o Cristo Redentor.

No dia da exibição, após minuciosa inspeção das condições no Corcovado, Stephan resolver fazer o voo demonstração. Ele contou com a ajuda de duas pessoas para montar a “pipa”, forma que ele chamava sua asa na época.

O vento estava forte de sudoeste e o “homem pipa” estava cercado por uma multidão de espectadores. Sua pipa media quatro metros de comprimento e seis de largura, tinha peso de 14 quilos e trazia as cores da bandeira da França.

Às 16h15 o francês decolou pela face sudoeste do Corcovado, sob muitos aplausos. O voo durou 6 minutos e 30 segundos até o pouso na pista do Jockey Clube.

Houve cobertura completa do acontecimento pela Rede Globo e foi ao ar no Fantástico, uma verdadeira façanha. Stephan, na ocasião, prometeu dar um curso para os brasileiros interessados a aprender a voar de asa delta. O esporte já possuia 15 mil praticantes em todo o mundo. O francês começou a voar havia dois anos e seu voo mais longo foi nos Alpes, com duração de incríveis 12 horas e meia com o percurso de 40 km de distância.



"Vou dar um curso de asa delta aos brasileiros."

Stephan continuou no Brasil e iniciou o curso que prometeu aos brasileiros. Apareceram interessados e curiosos, muitos desistiram. Mas Luiz Cláudio Mattos participou da primeira turma e foi até o fim. Assim foi o surgimento do esporte no país.




 
 
 

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